PARA A ALEGRIA DO CAPETA

 

Notícia chatíssima, galera: Constantine 2 não verá a luz do dia. Ao menos foi isso que Keanu Reeves deu a entender ao declarar que não tem interesse algum em interpretar antigos personagens em novas produções. Além disso, Francis Lawrence, diretor do primeiro (e provavelmente único) filme, diz não ter encontrado bons roteiros para dar continuidade à saga de John Constantine. Uma pena, pois o longa de 2003 rendeu aos cofres da Warner mais de 250 milhões de dólares ao redor do mundo, sem contar o arrecadado com a venda de DVDs e produtos licenciados. E mais: é um puta filme legal! Merecia inúmeras seqüências! Resta agora acompanhar as histórias do “caçador de demônios” nos quadrinhos.

CELEBRIDADES INSTANTÂNEAS (E MUITO MALVADAS!!!)

 

Hoje, enquanto tomava meu café da manhã, ouvi uma notícia no rádio que chamou minha atenção. Andréia Schwartz, a cafetina brasileira envolvida no caso que derrubou o ex-governador de Nova York Eliot Spitzer, dará entrevistas somente se receber cachê. Além disso, há a possibilidade da dura vida da nova celebridade nacional virar filme! Não é o máximo? Bom, eu não sou nada favorável a esse boom de “celebridades instantâneas” que vem tomando conta da nossa mídia desde a transmissão da primeira edição do Big Brother Brasil (Aliás, hoje é dia de final. Se não tiver nada mais interessante na telinha, durmam cedo.). Entretanto, a idéia de contar a trajetória de Madame Schwartz em película é bem curiosa.

 

Tanto o cinema brasileiro quanto o cinema americano têm algo em comum: ambos já produziram filmes que traziam “bad boys” da vida real como protagonistas. Em 1968, Rogério Sganzerla dirigiu O Bandido da Luz Vermelha, clássico do cinema brazuca, no qual os crimes cometidos pelo lendário bandido era o cerne da narrativa. Da parte dos americanos, fomos apresentados, no início do ano, a Frank Lucas, ex-traficante de drogas, que pos fim à máfia italiana em Nova York entre as décadas de 1960 e 1970 com seu poderoso negócio. O longa que narra a história é O Gângster, do ótimo cineasta Ridley Scott.

 

Se a vida de Andréia Schwartz render um filme tão bacana quanto os citados neste post, faço questão de deixar meu preconceito contra celebridades instantâneas (e malvadas) de lado.

 

P.S.: O Bandido da Luz Vermelha já está disponível em DVD, e O Gângster chega às prateleiras ainda no primeiro semestre.

BRASIL EM FOCO: MEIRELLES E SALLES EM CANNES

 

Entre os dias 14 e 25 de maio acontecerá o 61º Festival de Cinema de Cannes, um dos eventos mais aguardados do calendário cinematográfico. A razão para tamanha expectativa está na variedade de títulos produzidos ao redor do mundo que são exibidos e indicados à desejada Palma de Ouro. Nenhuma premiação é tão democrática e pouco xenofóbica quanto Cannes e, por isso mesmo, o Brasil não ficará de fora.

 

Os cineastas Fernando Meirelles (Cidade de Deus) e Walter Salles (Central do Brasil) estão correndo para finalizar suas mais recentes produções a tempo de apresentá-las à comissão que seleciona os filmes a serem exibidos durante o festival. Meirelles está envolvido com Blindness, filme que adapta para as telas as páginas escritas por José Saramago em Ensaio Sobre a Cegueira. Por sua vez, ao lado de Daniela Thomas, Salles faz os últimos reparos em Linha de Passe, longa que conta a história de quatro irmãos que tentam carreira no futebol para fugir da pobreza.

 

A presença de brasileiros em festivais internacionais de cinema é sempre uma notícia bem-vinda. Fica a torcida para que o reconhecimento do nosso cinema lá fora incentive um maior investimento na formação de novos cineastas e na realização de filmes de qualidade.

PARA VER E REVER

 

Meu pai costuma dizer que não gosta de ver filmes mais de uma vez porque reprises não têm graça. Motivo: o final não é mais um mistério. Ele não é o único a pensar dessa maneira. São muitas as pessoas que ainda insistem na idéia de que o final de um filme, livro ou qualquer outro tipo de narrativa é o elemento mais importante da história. Mentira! O fim é importante, só que mais importante do que o final é deslumbrar a jornada que guia as personagens ao desfecho. É o percurso, e não o destino exclusivamente, que torna qualquer narrativa um clássico.

 

E foi um clássico do cinema que me inspirou a esta pequena reflexão. No domingo passado, assisti ao cultuado Taxi Driver, obra do aclamado cineasta Martin Scorsese. Quando o filme terminou, confesso que me senti um pouco decepcionado, pois não senti de imediato o impacto que leva muitos críticos e cinéfilos a classificá-lo como o ápice da filmografia do diretor norte-americano (eu ainda prefiro Os Bons Companheiros). Entretanto, o filme vem ocupando minha mente desde então e a saga de Travis (um dos personagens mais marcantes de Robert De Niro) surge em meus pensamentos em flashes. Nem preciso dizer que a vontade de rever o filme é imensa e, na primeira oportunidade, o farei. Quem sabe numa segunda ou terceira assistida eu veja o que faz de Taxi Driver um filme obrigatório para quem aprecia bom cinema.

I’M BACK!!!

Siiiiiiiiiiiiiiimmm, turminha!!! Depois de quase nove meses estou de volta com o blog de cinema mais bacana, elegante, informativo e superlegal da net. As novidades são muitas: novo nome, novo endereço e novo formato. O Maníaco Por Filmes (MPF) renasce das cinzas mais dinâmico e interativo. Dinâmico porque trará bastantes informações, porém em textos mais curtos, visto que tempo é tão raro quanto água no Saara; e interativo porque abrirei o blog para a manifestação de qualquer pessoa que quiser expressar qualquer coisa sobre cinema ou assuntos relacionados à sétima arte. Por exemplo: o bolo da sua vozinha te lembra uma açucarada comédia romântica? Mande a receita! A pelada do fim de semana te lembrou épicos como Ben-Hur e Gladiador? Conte-nos como foi! Dessa forma, o MPF se tornará muito mais do que um blog: será um espaço democrático para troca de experiências e culturas. Mãos à obra!

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