NERDWORLD#2 (PARTE 1)

 

Olá pessoal! Sim, eu sei, estou atrasado, mas ainda muito animado para compartilhar com vocês minhas impressões sobre tudo que vi, li e ouvi nos últimos dias. Começando pelo que foi prometido na última coluna. Quem acompanha o blog, ou me conhece pessoalmente, sabe que venho me apaixonando cada dia mais pelas histórias em quadrinhos. Por conta disso, procuro dedicar um espaço especial em minhas leituras para o que é produzido de melhor pela nona arte. Talvez “melhor” seja um pouco demais. Para ser sincero, tenho voltado minha atenção para aqueles personagens com um apelo mais “pop” da DC e Marvel, porém com histórias que por vezes carecem em qualidade. Talvez por isso não tenha gostado tanto de Superman & Batman: Inimigos Públicos, encadernado lançado no primeiro trimestre do ano, que contém a saga-gênese do atual título estrelado pelo Homem de Aço e pelo Homem-Morcego, publicada originalmente na revista mensal do Superman.

Superman e Batman - Inimigos Públicos

Com texto de Jeph Loeb e ilustrações de Ed McGuinness, Inimigos Públicos começa quando um asteróide kryptoniano entra em rota de colisão com a Terra, possivelmente atraído pela presença do último sobrevivente de Krypton em nosso planeta. Após uma tentativa fracassada de destruir o asteróide ainda no espaço, o presidente americano Lex Luthor declara Superman um inimigo público, colocando a cabeça do herói a prêmio. É aí que entra em cena o Batman, disposto a auxiliar o amigo e de quebra salvar a Terra, combatendo rivais e, inclusive, aliados. Ao término da leitura, senti que havia gostado da aventura, mas fiquei com aquela incômoda sensação de “falta algo”. Talvez um pouco mais de história e diálogos mais elaborados fariam alguma diferença, porém, como foi dito pelo meu amigo Fábio Rodrigues num bate-papo sobre o material, o que os fãs dos heróis querem ver num encontro deste é pancadaria e muita ação, elementos que o texto de Jeph Loeb traz em abundância. Enfim, utilizando um jargão cinematográfico, definiria Superman & Batman: Inimigos Públicos como um ”pipocão” divertido e eficiente naquilo que é proposto. Só!

Saindo da nona para a sétima arte, fiz uma sessão dupla no feriado do dia 7 de junho. Conferi Zodíaco, do cineasta americano David Fincher e Vermelho Como o Céu, do diretor italiano Cristiano Bortone. O primeiro, um suspense adaptado do livro Zodiac, do autor Robert Graysmith, se passa em São Francisco, cidade californiana na qual um assassino auto-denominado Zodíaco aterrorizou os moradores por três décadas. Focado na investigação policial e no fascínio que o serial killer provoca no cartunista do jornal San Francisco Chronicle Robert Graysmith, a produção de três horas possui altos e baixos. Definitivamente, é o filme menos ousado do diretor que cometeu obras-primas como Seven – Os Sete Crimes Capitais e Clube da Luta. Além disso, passada a primeira metade, o filme se arrasta até seu desfecho interessante, mas pouco surpreendente.  Entretanto, Fincher continua um diretor seguro, e o elenco composto por nomes como Jake Gyllenhaal (Robert Graysmith), Robert Downey Jr. (Paul Avary) Mark Ruffalo (David Toschi) e Brian Cox (Melvin Belli) dá vida a cada um de seus personagens de maneira muito competente. Mas como nada é perfeito, Zodíaco ficará marcado como a obra-menor de um grande cineasta. Mais sorte na próxima, Fincher!

 

(Continua abaixo)

NERDWORLD#2 (PARTE 2)

 

Logo após a sessão de Zodíaco, foi a vez de assistir ao maravilhoso Vermelho Como o Céu. Eu pouco sabia sobre este filme. Só descobri a existência do mesmo enquanto procurava um filme do circuito mais alternativo para ver. Foi nessa busca que li a sinopse: baseado na história real de Mirco Mencacci, um dos mais respeitados editores de som do cinema italiano, o filme inicia quando Mirco, ainda criança, perde a visão e é enviado a uma instituição para cegos onde, em meio à repressão da visão retrógrada sobre sua condição, descobre sua vocação. A produção é de uma beleza singular. O diretor Cristiano Bortone esbanja talento ao contar uma sensível história, permitindo em muitos momentos da projeção que espectador veja os acontecimentos pelos olhos de Mirco, e sinta cada elemento da tela com cada um dos sentidos do corpo. Uma experiência única, num longa que merece ser descoberto.

 

Para encerrar, tive o imenso prazer de participar do programa CineMack da Rádio Mackenzie. Foi uma experiência maravilhosa, na qual pude aprender muitas coisas sobre a maneira de ver cinema, tanto brasileiro como internacional. Aproveito para agradecer a todos que participaram do bate-papo, em especial ao grande Frank Ferreira, responsável pela ONG Popcine (www.popcine.org.br) e um verdadeiro mestre quando o assunto é cinema nacional, e a Lais Cassattini, redatora do site Cinema com Rapadura (www.cinemacomrapadura.com.br), pelo irrecusável convite. Quem quiser ouvir ao programa, basta entrar no site www.sendspace.com/file/5hz98a, clicar em popcine.mp3 e fazer o download. Aguardo a opinião de quem ouvir.

 

Por enquanto é só. Semana que vem, volto para falar o que de bacana ando curtindo no cinema, nos quadrinhos, na tv, na música e em outras áreas. Até a próxima!

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